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Cavalo azul - A despedida

Postado em sábado, 13 de dezembro de 2014

Era quarta-feira a tarde, fazia sol e por debaixo das árvores do sítio eu observava um cavalo. Não era um cavalo da família este que me visitava, era um animal que de alguma forma vinha comer as poucas frutas do quintal, então naquele dia, o vi comendo bananas e abacate caído no chão. Foi quando iniciamos nossa amizade. Cada um em seu devido lugar, com seus pensamentos e consciência do quão perigoso poderia ser caso um de nós se aproximássemos.


O pé de abacate sempre forneceu uma sombra maravilhosa, se não fosse a ausência de um gramado para se deitar em suas raízes. Muitas das vezes que nos vimos, foi entre sombras fornecidas gentilmente pelas árvores com todo esplendor dos raios de sol ao fundo, fortalecendo a imagem que ainda tenho dos pelos escuros, entre a pelagem de um alazão fígado e o cavalo árabe do filme ‘O corcel negro’, entre os poucos sons que emitia enquanto me olhava ou mastigava uma fruta e entre minhas lições de casa e brincadeiras fora de casa.

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Como eu ganhei meu final de semana no parque aquático e de graça

Postado em quinta-feira, 16 de maio de 2013

Há um sábado de sol típico de verão lá fora e na minha varanda não há uma piscina. As casas do século XXI (século vinte e um) não dispõem dessas regalias quando compradas prontas em locais parecidos com as casas de nossos avós, ou seja, em terrenos tradicionais. Descobri que em apartamentos que são prédios, a piscina é compartilhada e não sei como o pessoal consegue dividir uma ou duas piscina para 300 famílias e ainda não deixar o cachorro entrar e estragar tudo.


Eu não tenho piscina inflável em casa muito menos a tradicional piscina no chão, pois minha varanda não faz o estilo norte americano ou para melhor entendimento, não se parece com a casa dos Simpsons (espaço na frente e no fundo, além de terreno plano) então o que posso fazer quando quero encontrar água para me divertir e não ter que ir à praia?

Encontrei a solução pesquisando na internet: ‘Seja participativo’ e procure um concurso cultural que proporcionasse esse tão sonhado momento. A leitura começou com o relato pessoal de um jovem que ganhou alguns concursos culturais e promoções e como ele conseguiu isso. Em resumo, o texto fala mais na sorte e nos detalhes de ler o ‘Termo de Adesão’ que 87% das pessoas tem preguiça de ler ou não leem por completo.

Para não parecer que estou favorecendo uma empresa ou qualquer coisa, não mencionarei nomes, mas o meu caso começou quando resolvi fazer uma simples busca na internet que me fez encontrar um blog recheado de promoções. Busquei aquela que havia mais água do que do chocolate (é que em locais cheio de promoções, você encontra de tudo, até promoções para ser o testador de cerveja) e me inscrevi. Visitei o site da promoção pois não confio muito em sites de terceiros falando para ‘clicar aqui’ e depois de comprovar a validade da promoção, encontrei o primeiro ponto crítico, a palavra ‘RESPONDA’.

Na escola, ler a palavra RESPONDA em uma prova é sinônimo de errar 75% das questões, seja qual for a matéria. Acho que entendo porque é mais fácil as perguntas de alternativas. Agora você já pode lembrar que essa simples palavra tem o poder de diminuir em 50% a chance de você ganhar, mas ela também tem o poder de fazer mais 50% das pessoas do Brasil todo desistir pois muitos pensam como eu. Legal, encontrei um ponto positivo e outro negativo nessa história.


Me sentei na frente do comutador as 15: 40 da segunda-feira e depois de ler todo o termo de adesão do concurso cultural, escrevi o que me veio à mente aproximadamente as 16 horas. Acho que não demorei muito, mas ao reler minha frase, notei problemas. Me questionei frequentemente ‘se eu fosse alguém da comissão de aprovação, iria aceitar essa frase?’ e para meu desânimo, a frase me pareceu fraca demais para ganhar. Não exclui nada, apenas abri o bloco de notas e antes de colar a frase escrevi o número 1 para simbolizar minha primeira tentativa. Entrei em um portal de notícias qualquer para não ficar com a mente fixa no mesmo lugar e não li as matérias, apenas queria olhar para coisas diferentes e foi aí que minha segunda frase veio à mente. Corri para o bloco de notas e comecei a escrever da forma como veio à mente. Encontrei alguns erros e outras melhorias e fiz tudo ali, na hora mesmo até que veio a terceira e ultima frase. Ultima pois não desejei ter mais que três frases para escolher e usar no concurso. Mais uma vez me questionei no lugar de alguém que avaliaria minha pergunta, fiz minha própria avaliação de regras quanto ao termo de adesão e verifiquei se tinha preenchido todos os demais campos do site. Clicar em enviar, naquele momento foi como o final de um episódio daquele seriado que você tanto gosta e acompanha: doloroso. Você sabe que terá que esperar mais um dia inteiro se o seriado for nacional ou mais antigo e se o seriado for internacional ele pode demorar dias ou semanas. 3 meses depois, recebi o e-mail de confirmação, conforme descrito no termo de adesão. Minha frase tinha sido selecionada como a ganhadora para ficar um mês num parque aquático fora do meu estado natal (SP) com viajem e hospedagem grátis a mim e outro acompanhante (família, claro rsrs).

Enfim, o primeiro passo é pensar positivo, o segundo é colocar em prática e torcer pra dar certo. Aproveito para dar uma grande dica a quem está começando: interagir com a empresa mandando sugestões, adicionando ela nas redes sociais e conhecer a empresa lhe ajuda a ficar por dentro das promoções, concursos e ganhar ponto com a mesma. Confesso que depois desse, tentei mais 3 outros concursos, inclusive esses do “Avião do Faustão” ou dessas empresas de alimentos, mas até agora nada. Você já conseguiu ganhar alguma promoção ou concurso?

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Universo feminino

Postado em terça-feira, 13 de maio de 2008

Agora q sabes como estou aqui, falarei mais uma história que aconteceu cronologicamente.


Um dia – Eu tinha, digamos uns dês, onze anos – Eu chego à escola, e aquela menina magrinha que usa aparelho e que eu sempre olhei com desconfiança, me entrega um convite. É, como eu espera, para uma festa de aniversário (as chatas sempre fazem aniversário). Só que desta vez há uma novidade: a festa inclui uma reunião dançante (o famoso baile.)

E agora? Eu nunca fui a um baile antes. Na verdade eu nunca dancei. Sim, eu sei que faz parte dos ritos tribais da classe média destinada a apaixonar adolescentes e pré-adolescentes de ambos os sexos; mas isto não é consolo, porque os rituais de iniciação podem ser extremamente dolorosos. Especialmente para quem é tímido e fica vermelho cada vez que tem de falar com estranho, ou, pior ainda, com uma estranha.

Mas eu não posso deixar de ir. De jeito nenhum. Todo o mundo vai, todos os meus amigos vão; se não pela reunião dançante, então pelas tortas e pelos doces, a grande atração da vida numa fase da existência em que as calorias realmente não engordam. O que é que eu posso fazer? Os adultos sempre podem mentir - e adulto sabe como mentir, passa a vida inteira fazendo isso – que tem compromisso. Mas não tenho compromisso algum; desde que Deus criou o mundo, esse sábado estava fatidicamente destinado a ser o dia de meu martírio, e a mais nada. Eu irei, pois. Minha última esperança seria uma catástrofe qualquer, uma guerra nuclear, um maremoto, atentado terrorista – mas conflitos armados parecem uma possibilidade longínqua, e maremoto em Santana de Parnaíba? Doença também seria uma boa possibilidade, infelizmente, porém, sou sadio, bem sadio.

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As ideias mudam sobre tudo

Postado em sábado, 19 de abril de 2008

A verdade é que eu nunca gostei muito de automóveis.
Lembro-me de quando surgiram os carros quadradões, eles me davam medo... É, só que agora eu estou um pouco maior e a indústria automotiva também e passei a admitir-me olhar o interior de um deles, e, realmente descobri que não era tudo aquilo que me diziam, mesmo assim olho hoje um ou outro, e acho que é por isto que acabei criando no meu cérebro uma parte em que todos os carros parecem iguais, até que eu os observe detalhadamente, analiso cada curva, cada componente do carro, e sem que me dê conta, uma imensa vontade de tê-lo para mim invade meu pensamento, e acabo por gostar de todos, só pelas suas curvas e pelo fato de serem carros.